domingo, 19 de maio de 2013

Pentecostes





Cinquenta dias depois da Páscoa, Cristãos de todo o mundo celebram um dos momentos litúrgicos mais importantes do calendário anual: o Pentecostes. Marca o fim da Quaresma, com a poderosa dispensação do Espírito Santo sobre os discípulos juntos em vigília.
Podemos encontrar este episódio em Actos 2:1-11: “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma. E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem. Habitavam então em Jerusalém judeus, homens piedosos, de todas as nações que há debaixo do céu. Ouvindo-se, pois, aquele ruído, ajuntou-se a multidão; e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se admiravam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses que estão falando? Como é, pois, que os ouvimos falar cada um na própria língua em que nascemos? Nós, partos, medos, e elamitas; e os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia, a Frígia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes – ouvímo-los em nossas línguas, falar das grandezas de Deus.”
Em recordação deste evento chave para o misticismo Cristão, que é um dos episódios mais lembrados e reverenciados pela tradição de Cavalaria desde tempos imemoriais, este último Sábado o Priorado Geral da Ibéria fez a Vigília do Pentecostes no seu templo, junto a Sintra, Portugal. Foi um momento de graça espiritual e de paz.
Começou com a exibição de um curto filme sobre as Festas do Espírito Santo nos Açores, uma das mais antigas e mais populares celebrações Cristãs em Portugal, introduzida pela Rainha Santa Isabel, esposa de El-Rei Dom Diniz, no século 14. Foi a Rainha Isabel e o Rei Diniz quem protegeu os Templários fugidos da perseguição em França e no seu lugar criaram a Ordem de Cristo em 1319, com a devida bênção Papal, único exemplo da verdadeira e intocada sobrevivência da Ordem do Templo.
De seguida os Cavaleiros, Damas e Escudeiros reuniram-se no Templo e abriram a cerimónia para aquele dia. Foi dada uma instrução sobre um dos muitos pontos obscuros da Regra Templária que contém profundas lições para os dias de hoje. A homilia de Mons. Lusignan falou acerca do significado do Paraclitus e Mons. Flamula disse algumas palavras acerca da multiplicidade de línguas que se juntam numa só quando o Espírito Santo se manifesta.
A cerimónia prosseguiu com a tonsura, acto tradicional ao qual os Escudeiros se submeteram. As celebrações do dia terminaram com a Eucaristia.
Tradicionalmente, o Pentecostes era uma das datas do calendário litúrgico em que as verdadeiras Ordens de Cavalaria faziam as suas armações e ordenações, após uma vigília de Pentecostes completa. É um momento de grande significado que não deve ser esquecido pelos Cavaleiros e Damas dos dias de hoje. Deve haver uma forte razão para que o romance da “Demanda do Santo Graal” comece com a celebração do Pentecostes na corte do Rei Artur…

                     
 Grão Vasco, Pentecostes


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